Um trecho de Michel Serres (1980, Le Parasite, Paris: Hachette) que está relacionado com a apresentação da linha de Epistemologia Ambiental:
Diable ou Bon Dieu? Exclusion, inclusion? Je ne sais. Mais je sais, en tout cas, ces questions archaïques. Les luttes à deux ne sont jamais que théâtre: apparence, représentation, décor, morale, amusements. Dès que nous sommes deux, déjà nous sommes trois, ou quatre. Nous n’avons appris depuis très longetemps. Le dialogue pour réussir, demande un tiers exclu, notre logique aussi le requiert. Peut-être exigent-ils aussi un quart inclus. Cette leçon ne cesse plus, elle partout écrite. Saint George en face du dragon fait le fort contra sou contrefort, tous deux son associés de fait pour couper en morceaux les corps qui croulent sous l’arche stable de leur pont. Ces logiques à deux, ces batailles à deux, ces dialectiques ne servent qu’aux affiches, aux vignettes, à la montre, à la publicité de ceux qui s’y montrent. Le loup et l’agneau, seuls, chacun sur une rive, peuplent leur espace de chiens, de bergers, de familles, de rois. (‘Logique du flou’, p. 106)
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Outra idéia em busca de um refinamento, impacto… [Ver Julia Guivant (UFSC), indicada por Ronaldo...]
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Um conceito a ser melhor definido, conflito… [Ver Engeström]
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Aprendizado baseado em projetos poderia ser uma alternativa para estudos interdisciplinares? A idéia de cada aluno desenvolver uma parte de um projeto sob a orientação de vários professores implicaria em desafios para alunos e professores. É uma forma de se subverter data e horário marcados. É uma maneira de buscar outra postura de alunos e professores. Construir um portfólio de questões, bibliografias e problemas não poderia ser um primeiro passo?
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O texto de Serres que coloquei no rodapé da página cai como uma luva… Não estou “aplainando”, nem me contentando com fragmentos. Como ele diz, um jardim exige tempo.
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Na apresentação do MADE uma primeira pista daquilo que vamos trilhar: a sugestão de que devemos fazer um “voto de humildade disciplinar” — ouvir & dialogar formam a dupla de verbos a serem conjugados. Dois autores que respeito muito surgem ao fundo, como “música de fundo”: Mikhail Bakhtin e Donna Haraway. Ele com Dialogic Imagination. Ela com Modest_Witness@Second_Millenium.
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A idéia é manter uma memória com impressões, relatos, pensamentos, leituras, etc., etc. que me ocorram durante a realização do curso de doutorado na Universidade Federal do Paraná, no Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente & Desenvolvimento. Daí “diário”… A borda se refere — com o evidente jogo de palavras —, à minha navegação por várias comunidades. O doutorado é pensado como interdisciplinar, e é minha pretensão escrever algo que “atravesse” conhecimentos vários, diversos.
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Hoje, volto aos bancos de escola… Primeiro dia de aula no doutorado.
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